O centro de medição é o local onde estão instalados os medidores de energia da concessionária.

Ele pertence ao dono do imóvel porém como existem equipamentos que pertencem a concessionária de energia a mesma aprova a construção da mesma via projeto e só realiza a ligação da energia caso o centro de medição tenha sido feito exatamente como descrito no projeto.

Dentre os vários motivos que apontam a necessidade de um aprimoramento do centro de medição em referência, temos:

• Necessidade de conformidade para fins de aprovação do AVCB (Auto de Vistoria do Corpo de Bombeiros), documentação obrigatória para empresas e condomínios.

• Adequação da carga elétrica às necessidades da vida atual, incluindo cargas para utilização não previstas anteriormente como: microondas e aparelhos de ar condicionado. O que chamamos de aumento de carga elétrica.

• Vida útil dos condutores chegando ao seu estágio final (30 anos). Quando realizar a troca dos condutores dê preferencia por condutores antichama, autoextinguível e atoxicos.

• Excesso de condutores e em condições inadequadas nas caixas de passagem, como mostra a foto abaixo.

Fiação ruim.
Fiação ruim

• Quadros com fundo de madeira (combustível) e condutores expostos, em desacordo com normas atuais, aumentam o perigo de incêndios e acidentes.

• Fiação dos quadros de distribuição incompatível com as normas atuais e em péssimo estado de conservação.

• Uso dos disjuntores antigos (tipo NEMA) de qualidade bem inferior aos atuais (tipo DIN).

• Necessidade da instalação de dispositivos DPS e DR nos quadros para atender a legislação atual.

• Condições físicas das caixa de distribuição de entrada, com pontos de ferrugem e dificuldades na sua abertura.

• Fiação queimando ou oxidando.

Uma intervenção para um reparo tem a necessidade de desligamento da energia junto a concessionária para a segurança dos eletricistas envolvidos no trabalho. Qualquer intervenção realizada no centro de medição é mediada pela concessionária de energia que deve aprovar o projeto, uma vez que seus equipamentos (os medidores) estão alocados dentro do mesmo. Mesmo para uma manutenção corriqueira, a concessionária exige para o religamento que o centro de medição esteja conforme suas normas (hoje no livro LIG 2014 para a concessionária AES Eletropaulo), que exige todas as caixas com certificado de qualidade do INMETRO.

Sequência adequada para os trabalhos:

• Emissão de ART por profissional habilitado;

• Cálculo de demanda para as necessidades atuais dos condôminos;

• Realização do projeto do centro de medição, por profissional habilitado e credenciado CREA/SP;

• Apresentação deste projeto junto a concessionária de energia;

• Acompanhamento dos trâmites na concessionária de energia;

• Após aprovação, o projeto tem prazo de validade de 36 meses para ser implementado, senão, deve ser realizado um novo projeto e submetido novamente a concessionária.

• Durante a execução dos trabalhos haverá uma ligação provisória para o condomínio, que evitará a falta de energia durante os trabalhos que tem prazo normal de 7 a 15 dias, estipulado pela concessionária.

O gás natural veicular, ou GNV, é um combustível muito seguro pois por ser mais leve que o ar se dispersa rapidamente , não ocorrendo acúmulos como é o caso do GLP, e consequentemente as temidas explosões. Mesmo assim é recomendável uma série de procedimentos para o abastecimento seguro de veículos movidos a GNV. Muitas vezes um acidente durante o abastecimento é causado por causa da instalação dos dispositivos do veiculo. Os procedimentos para uma operação correta e com segurança no abastecimento com GNV são:

1) O abastecimento deve ser realizado com o motor desligado. Oriente ao seu frentista para que ele peça ao condutor do veículo para que o mesmo seja desligado, mesmo que ele peça para manter o motor ligado por causa do ar condicionado....

2) Abra compartimento onde estão instalados os cilindros, normalmente eles estão no porta malas do veiculo. Este procedimento impede o acumulo de GNV dentro do porta malas o que poderia levar a uma eventual explosão.

3) Não permaneça no veículo durante o abastecimento. Exija que o frentista retire todas as pessoas de dentro do veículo no ato de abastecer com GNV, no caso de explosão elas podem se ferir.

4) Peça para que o motorista desligue qualquer aparelho elétrico, como rádios ou faróis. A parte elétrica pode gerar faíscas que agem como ignitores da explosão.

5) Antes de realizar qualquer ação de abastecimento aterre o veículo. Um veículo em movimento armazena eletricidade estática que podem gerar faíscas no ato do abastecimento. As condições do aterramento do posto devem ser verificadas sempre, para que este ato realmente seja seguro.

6) Realize a conexão do pino trava ao bico, esta ação evita que o bico se desprenda e ocorra vazamento de GNV.

7) Depois de realizados todos os passos acima, pode realizar o abastecimento com segurança.

SEGUR

Coordenadoria de Atividade Especial e Segurança de Uso

 

Responsável pela instalação e funcionamento dos equipamentos de segurança, aparelhos de transportes (elevadores, escadas rolantes) e funcionamento de locais de reunião, além de autorização para eventos temporários.

Coordenadoria de Atividade Especial e Segurança de Uso – SEGUR tem por atribuição deliberar sobre os pedidos de:

I – Atividades incômodas e uso especial:
a) construção , reforma, reconstrução e demolição;
b) diretrizes de projeto;
c) comunicação de pequenas reforma;
d) regularização;
e) movimento de terra;
f) instalação e funcionamento de sistema de segurança;
g) instalação e funcionamento de equipamento de transporte vertical e horizontal;
h) certificado de conclusão e certificado de mudança de uso;

II – adaptação de edificação existente às normas de acessibilidade;

III – adaptação e edificação existentes às normas de segurança de uso;

IV – funcionamento de local de reunião;

V – autorização para a realização de evento temporário;

VI – manutenção de instalação de equipamento do sistema de segurança das edificações e dos reservatórios de materiais químicos e inflamáveis.

VII – manutenção de equipamento de transporte vertical e horizontal.

Uma mudança publicada no Diário Oficial da União em 12/01/2017, pelo Ministério do Trabalho, estabelece novas regras para a fiscalização da NR12 (Norma regulamentadora nº12). Muda principalmente o prazo de adequação a norma. 

Agora a empresa tem um prazo para se adequar, sem aplicação de multa.

O empresário terá ainda a possibilidade de pedir prorrogação de prazo, caso não consiga fazer as adequações necessárias dentro do tempo estabelecido pela fiscalização do Ministério do Trabalho. A exceção é para os casos em que for detectado risco grave e iminente ao trabalhador.

Essa mudança ficará em vigor por 3 anos, prazo em que este procedimento especial será adotado pela inspeção do trabalho. A Comissão Nacional Tripartite Temática da NR 12, composta por representantes de trabalhadores, empregadores e do governo, fará o acompanhamento e o monitoramento da aplicação da lei.

Desde 2010, quando a NR 12 passou por mudanças vigorosas, a Comissão vem debatendo alterações na Norma e na fiscalização delas.  Em 2011, o primeiro ano depois da mudança, foram registrados mais de 76 mil acidentes em máquinas e equipamentos no Brasil. Em 2015, esse número caiu para menos de 59 mil.

Quais são as mudanças? 

* Antes: Na primeira o inspetor poderia gerar um auto de infração e consequentemente uma multa.

* Agora: na primeira visita, o auditor fiscal do trabalho identifica as irregularidades e estipula um prazo de até um ano para o empresário fazer as adequações, sem emissão de auto de infração.

* Antes: numa segunda autuação o empresário recebia uma nova multa com majoração pela reincidência.

* Agora: Se o empresário não conseguir cumprir a determinação dentro do prazo ele pode pedir prorrogação dos prazos, com justificativa técnica ou econômica comprovada e prazos bem definidos para cada ação.  Enquanto vigentes os novos prazos não haverá imposição de multa.

Não muda?

Máquinas que ofereçam risco grave e iminente de acidentes serão imediatamente interditadas.

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